Viu celebra o Dia das Mães

Segunda, 14 Maio 2018

 

"Mãe está sempre esperando: o primeiro passo do filho, a primeira palavra, o filho chegar em casa... Mãe é esperança, na forma literal". Estas palavras foram ditas pela diretora Luiza Sindelar às mamães da Viu, na última quinta-feira (10), durante evento de homenagem que a empresa promoveu em celebração ao Dia das Mães.

As colaboradoras participaram de um delicioso café, que ficou marcado por um bate papo descontraído, onde as mães trocaram experiências, aprendizados e desafios da vida materna. As mamães ganharam um kit personalizado com guloseimas para preparar com os filhos, com a proposta de compartilhar os momentos doces em família.

 

 

Jaqueline Rubert, gerente de recursos humanos, destaca a importância dos eventos como uma grande iniciativa que a empresa promove para seus colaboradores. “A intenção da Viu ao proporcionar momentos como este é valorizar o colaborador, fazendo da Viu uma grande família”.

A colaboradora Luana Silveira, mãe da Maria Eduarda, de 7 anos, gostou muito da ação: “Tivemos uma recepção muito bacana, com um delicioso café. Já preparei o bolo, que veio no kit, com a ajuda da minha filha, que adorou” comentou. Paula Cardoso, mãe do pequeno Arthur (4), também gostou: “A troca de experiências com as outras mães durante o café foi muito enriquecedora, pudemos aprender umas com as outras”, revela.

Confira na íntegra o texto lido pela diretora Luiza, uma das homenagens prestadas às colaboradoras durante o evento - texto da escritora Raquel de Queiroz, primeira mulher a compor a Academia Brasileira de Letras:

Mãe

Se um pedaço do meu corpo toma vida e cria olhos e face e membros e coração e entranhas e ate mesmo uma alma imortal, formou-se um ser independente, mas meu corpo ainda é. Minha carne, meus ossos, meu sangue e a centelha da minha alma. Nisso está o mistério da união impossível de romper. É o meu filho. Se lhe machucam a alma, dos meus olhos é que correm as lágrimas que o meu filho se envergonha de chorar.

Ele já foi pequenino — lembram-se? Pequenino como uma semente, tão pequeno que ninguém o encontraria dentro do meu corpo — e dentro de mim cresceu, todo ele! Esse riso dele, fui eu que lhe dei. Esses olhos, esses cabelos, fui eu que os fiz assim, no lento trabalho do meu sangue, durante quase um ano, a roubar minha substância, fazendo o que era minha vida virar-se em sua vida. E quando a semente palpitante não cabia mais no meu corpo, tive de o trazer à luz do dia. Mas era frágil como um botão de rosa, e o meu trabalho de amor continuou, anos e anos. Vivendo do meu peito. Dormindo nos meus braços, andando pela minha mão. Dei-lhe meus dias e noites, meu trabalho, minhas agonias — quantas! — e minhas esperanças.

Hoje está um homem, pronto para a sua tarefa de homem. Tão grande, tão belo. Meu filho.

Direis que de jovem que eu era me fiz velha, pelo amor de meu filho. Mas que importa! E aliás não é verdade: olha, vede como sou grande, bela, moça, na figura do meu filho.

Raquel de Queiroz